quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Capitulo 8 – Douggie e Mattew.


- Mattew? – Repetiu Brenda sem acreditar. Mattew Druman. Irmão mais novo de Brenda. Ele tem 16 anos. Dois anos mais novo que ela. Muito parecido com ela tanto física como mentalmente. Ele é um cara incrível. A gente sempre brincava quando mais novos.
- Brenda? – Ela andou até ele e deu um abraço nele, com um largo sorriso no rosto. Mattew estava mais magro do que eu me lembrava, e sua pele tava macilenta.
- EAE MATTEW! – Gritou Logan do outro lado do quarto, correndo até Mattew para dar um “oi” com um soco na mão.
- EAE, L.A.- Diz ele com um sorriso.
- Ta de boa cara? – Falo James cumprimentando ele também.
- To sim... Espere... Justin?!
- Eae Matt! – Dei um sorriso pra ele, e ele pra mim.
- Já conseguiu domesticar a minha irmã? – Perguntou ele rindo pra mim. Brenda deu um soco no ombro dele.
- Cala Boca... Ei... Onde você esteve? Eu pensei que você tivesse morrido! – Ele chacoalhou o irmão, e deu mais socos no ombro dele.
- Ai, para! – Ele segurou as mãos dela – Eles entraram em casa enquanto você estava fora, eu tava no meu quarto na parte de cima de casa, eu peguei o Douggie e me tranquei no quarto, daí e sai pela janela.
- Douggie? – Perguntou Daniel.
- Ah... Desculpa. – Falou Brenda sem graça – Esse é Mattew meu irmão. Mattew esse é Daniel, essa é a Caterine e esse é o Paul. Eles são irmãos.
- Oi – Cumprimentou os irmãos Myer.
- Eae – Cumprimentou ele de volta. – Respondendo sua pergunta Douggie era nosso cachorro.
- To com saudade do Douggie... – Disse Brenda com um olhar triste – O que aconteceu com ele?
- Ah... É que... Brenda eu trouxe um amigo.
- O que?! – Disse ela indignada – Cadê ele?
- Ali – Ele pegou da cama uma mochila preta pequena, ele abriu e de lá tirou um cachorrinho Poddle.
- DOUGGIE! – Gritou Brenda – O que?! Mas... Como?
- Douggie e eu fugimos de casa como eu disse, em todo lugar que eu ficava e eu dormia ao lado dele, e você sabe... Cães tem uma audição incrível... Sempre que um zumbi se aproximava de noite, ele me avisava. Ou me arranhado, ou me lambendo, ou me mordendo ou até latindo. É mais por causa dele que a gente sobreviveu esse tempo todo. Roubei montes de pacotes de ração dele... Temos sobrevivendo bem nesse tempo...
- Ah legal – Eu me aproximei dele e cosei carinhosamente sua orelha, e Brenda também. E perguntei – Matt você... Hm... Tem... Comida?
- Não. E é por isso que eu to aqui. Foi uma grande conhecidencia vocês estarem aqui. Os zumbis estavam ocupados com alguma coisa... Acho que com vocês... Entrei numa casa qualquer na esperança de ter comida, mas acho que vocês tão pior que eu...
- É...
- Ei... Eu... Posso tomar um banho aqui?
- Claro. Eu peguei umas roupas suas... Não sei porque. Tão naquela mala branca ali.
- Ah ta bom – Matt pegou uma roupa dele e entrou no banheiro. Entramos num silencio muito profundo. A morte de Marcos ainda se aprofundava ali. Brenda colocou Douggie no chão. E todos nós descemos as escadas. Caterine ainda tremia e Paul e Daniel estavam muito brancos. Sentamos no sofá com Douggie correndo animado entre nossos pés.
- Am... Eu... Desculpa. – Disse eu para os Myer. Não me agüentava mais. Eu sentia muita culpa.
- Não foi sua culpa. – Disse Paul – Eles morderam Marcos, você só nos protegeu. Nos protegeu de virar um deles.
- Mas, eu...
- Justin, relaxa – Disse Caterine com a mão tremendo – Não precisa se desculpar... Sabemos que você não faz isso por mau. Não se desculpe.
- É cara... Ninguém ta te culpando – Disse Daniel que estava sentado ao meu lado, e deu tapinhas amigos no meu ombro – Não teve culpa nenhuma.
Antes que eu pudesse argumentar eu olhei pro lado e vi Tom. O cara tava tremendo, muito branco, olhar vidrado, andei até ele.
- Tom você ta bem? – Ele não respondeu – Acho que é o açúcar no sangue. Se ele não comer nada...
- Ele não vai ficar muito bem. – Completou Brenda. Ela correu até a cozinha e revirou as gavetas, geladeira, armários e depois voltou – Eu só achei uma barra de cereal e um salgadinho. Toma Tom. – Com a mão tremendo muito Tom pegou o pacote, abriu e começou a comer o salgadinho. Depois de um tempo ele voltou ao normal. Ainda muito pálido. Mas havia parado de tremer.
- Obrigado – Agradeceu ele. Eu assenti com a cabeça.
- Precisamos de comida... Rápido – Disse Brenda, mais para si mesma do que para nós.
- É, mas onde vamos conseguir achar comida? E muita! – Disse Tom.
- Onde mais? – Disse Matt descendo as escadas, de cabelo molhado – No shopping.
- No shopping? – Disse James.
- Sim. Shopping,tem comida. Roupas, doces... – Continuou Matt – Qualquer coisa que você quiser tem ali. Então...
- Shopping é uma boa. Odeio shopping, mas... Dadas as circuntancias, em que estamos... – Disse Brenda – Vamos no shopping.
- Qual? E quando? – Perguntou Longan, sentado abraçado com Caterine no sofá ainda consolando – a.
- Tem um shopping, a 40 minutos daqui – Falou Caterine.
- Just Dreaming? – Perguntou Matt incrédulo.
- Esse ai.             
- Sem chance. – Falou Mattew – As paredes e tetos daquele shopping são inteiras feitas de vidro... Além de ser mais fácil deles pegarem a gente, tem a Operação Vírus e Vários...
- Operação o que? – Perguntei.
- Vocês não estão vendo mais TV não? – Quando ninguém respondeu Matt disse – Bom... Operação Vírus e Vários, é a operação que eles estão fazendo para pegar mais  cobaias e testar o antivírus.
- Não existe antivírus... Só existe um A Cura, mais potente – Disse Brenda encarando-o.
- Sei disso... E eles estão usando o A Cura 2, pra tornar as pessoas mais fortes, curar pessoas de câncer, ou paraliticas... Ou... Pra domesticar os zumbis...
- DOMESTICAR?! ELES ESTÃO ACHANDO O QUE? QUE SÃO ANIMAIS? – Gritou Caterine
- Que são pessoas doentes... Que precisam ser “controladas”... Em fim... Eles estão passando de helicóptero pela maioria das cidades dos E.U.A... E isso inclui aqui. Se virem a gente, vão nos levar pra cede deles.
- Não temos escolha... Não tem outro shopping por aqui... Vai ter que ser esse... – Disse Daniel.
- Mas é feito de VIDRO! – Disse Paul. – É transparente em TODOS os lados... Podemos ser vistos...
- Não tem outra opção... – Digo – Agora é – Olho no relógio de pulso – 5:00... Daqui a pouco escurece... Se formos durante a noite eles não vão enxergar muito bem, e será fácil chegar lá. E a Operação Vírus e Vários não nos verá com facilidade...
- Sem chance – Disseram Brenda e Matt juntos.
- Porque não?
-Bom...  – Disse Brenda – Primeiro que andar de noite com aquelas coisas na rua não é uma boa ideia.
- E – Disse Matt – Segundos que... Caterine você disse 40 minutos não foi? – Ela ascentiu – De carro?
- Sim... Mas o que tem? Podemos pegar um carro qualquer na rua.
- Não, não podemos – Disse Matt  balançando a cabeça.
- O QUE?! – Falou Tom – Vamos ir no shopping sem carro? Vamos a pé? Porque?!
- Por favor – Disse Brenda, indo até a cozinha e pegando uma garrafinha de água – Todos quietos – Fesce silencio, ela bateu levemente a garrafa no chão – Issa leva batida de copo no chão é como se fosse um carro quase silencioso. Estamos num apocalipse zumbi, ninguém grita, fala nada. Um carro além de chamar a atenção, faz barulho nesse selencio. Não podemos sair de carro.
-Ela tem razão – Disse Matt- Qual foi a máxima de tempo pra você anderem lá fora?
- O Maximo foi 20 minutos, e... Um dos nossos... – Caterine não conseguiu terminar a frase.
- Eu sinto muito – Disse Matt – Não podemos andar lá fora por mais de 20 minutos. E ela disse – Ele apontou pra Caterine – Que são 40 minutos de carro, então a pé. Se andarmos a normal de 12 quilometros por hora. Com cautela. Chegaremos lá em...
- 3 horas – Completou Brenda – Não dá.
- TRÊS HORAS?! – Exclamou Daniel – NÃO ROLA!
- Não... – Disse eu – Então temos que ir aos poucos. Cada dia um pouco. Pode ter comida em outras casas... Não podemos voltar pra cá.
 Porque não?
- Quando fugirmos de lá, vão ter milhares de zumbis na nossa cola, você acha mesmo que vai dar pra vim pra cá? Temos que ficar mais próximos de lá...
- Ele tem razão – Disse  Matt – Temos que sair daqui hoje. E vamos nos aproximando do shopping, pra quando formos entrar lá dentro, o risco de sermos atacados por aquelas coisas é menor...
- Ta... Quanto tempo? – Disse Tom com a voz pastosa, porque ainda estava comendo o salgadinho.
- Três dias.
- TRÊS DIAS?!
- Ou é três dias andando 1 hora... O que já é muito, ou andamos as 3 horas direto! Pode ter comida o suficiente pra sobrevivermos, em outras casas...
- Você pode ter razão – Disse Brenda, sorrindo para Douggie que pulava mais animado ainda em sua perna – Arrumem suas coisas! Vamos sair daqui agora! – Todos se levantaram e pegaram suas coisas, colocaram numa mochila, e estavam esperando para sair – De olhos bem abertos! Vou jogar 2 granas do lado oeste e todo mundo corre pro lado leste, entendido?
- Sim – Respondemos. Ela jogou duas granas, e ouve um grade aovorosso do lado de fora, meu estoma enbrulhou, os zumbis estão indo pro lugar onde a granada estourara, Douggie rosnou para a porta e Matt o colocou dentro da mochila e disse:
- Você já sabe, não é? Não faça nenhum barulho e não tenha medo, daqui a pouco estará livre – Disse ele pro cachorro – Eu vou deixar uma fresta pra você respirar está bem? – Ele sorriu pra Douggie, que abaixou a cabeça e deitou na mochila – Bom garoto – Matt fechou a mochila e deixou uma pequena abertura. Eu ri dele, e ele sorriu pra mim.
- Prontos? – Perguntei colocando a arma em punho como os outros.
- Sim – Responderam, abri a porta e nós saímos. Andamos com muito cuidado, e em silencio. Não fazemos nenhum ruído. Um zumbi passa por uma rua lateral a nossa, mas ficamos quietos, e encostados na parede e ele não nos vê. Continuamos andando. E nada de mal acontece. Entramos numa casa pequena e verde broxante.
- ISSO! – Disse Tom, que correu pra cozinha e abriu a geladeira – Tem comida aqui! – Eu dou risada. Não odeio o ele tanto quanto eu odiava, é um cara legal. Jantamos, e damos risada, Douggie que depois de um tempo se tornou um tipo de mascote pra Corporação Apocalipse, pulava sempre muito animado entre as nossas pernas, tinha comida o suficiente para nós todos jantarmos e tomarmos café ali, mas só por um dia. Como os donos da outra casa, esses levaram boa parte da comida, o que nos deixou quase sem nada. Esta no entanto, tinha menos cômodos que a outra. Tinha apenas 2 quartos. Um de casal e um para solteiro. No quarto de solteiro, Matt dormiu. E no de casal, foram os irmãos Myer. Logan e James dormiram na sala. Lugar que tinham 4 sofás. Eu e Brenda dormimos, nos outros 2 sofás restantes. Douggie dormiu no chão a baixo de Brenda. No dia seguinte acordei com meu estoma revirando, e Douggie lambendo minha mão. Me levantei e abri uma fresta na cortina para olhar a janela, tinham zumbis andando para todos os lados da rua. Agora... Como vamos sair daqui? Sem sermos vistos pelos zumbis?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Capitulo 7– Marcos Myer, um amigo.


Coloquei as mochilas no chão, e peguei uma das armas. Depois peguei minha lanterna, tomei fôlego e coloquei a na boca e depois pulei na água “cadê? Cadê eles?” Não precisei procurar muito. Porque logo eu vi um grupo de 5 zumbis amontoados, só pode ser ali. Fui até lá, atirei na maioria deles, quer dizer eram 5, o que eu não entendia é que: Se era só 5 porque eles não saíram dali ainda? Teriam se afogado?
Estou torcendo para que não. Nadei até eles, James estava muito, muito pálido, mas ainda se mexia um pouco. Acho que mais alguns segundos ali, ele não agüenta. E Logan, estava com a cabeça sangrando, e estava com a pulseira presa numa parte de uma das celas. E ele não conseguia sair. Peguei a pulseira dele e comecei a puxar, não estava saindo, eu continuei puxando, mas nada, ele vai se afogar, tinham alguns zumbis vindo em nossa direção, “droga” – pensei. Segurei a pulseira, me apoiei na barra da cela e puxei com toda a força, “clack” a pulseira rompeu no fecho, e Logan se desprendeu. Guardei a pulseira no meu bolso. Comecei a mexer Logan pra ele nadar comigo. Mas já estava inconsciente, como James. Tenho que levar os dois, e os zumbis estão vindo. Segurei os dois pela pelas costelas, dei impulso com a perna nas barras da cela e comecei a nadar, com um de cada lado, um zumbi na minha frente, chutei o dele, e não me pergunte como eu consegui, mas quebrei seu pescoço no chute, “não,não,não!” a lanterna caiu, olhei pra baixo e ela estava ali, brilhando no chão, “droga!”, agora eu tenho que pensar no meu instinto, sentia uns 12 zumbis, vindo em minha direção, mas acho que se eu não fazer barulho, consigo tirar a gente daqui, o único problema é: Meu fôlego, como o deles estão acabando, eles já desmaiaram, e o meu ta quase acabando, se eu desmaiar aqui todos nós morremos. Mas eu conseguia ver a portinhola bem na minha frente, dei impulso numa outra cela e consegui ficar bem de baixo da portinhola, peguei o James e empurrei ele pra cima, depois fiz o mesmo com Logan, e quando eu fui subir fui puxado pra baixo, um zumbi estava preste a morder meu tornozelo, mas então eu peguei a pulseira do Logan e enforquei ele. Depois fui o mais rápido possível pra portinhola, e subi fechando e portinha bem a tempo de não ser mordido na mão.  
    Ofeguei um pouco, e comecei a tossir, caiu água nos meus olhos. Não consegui ver direito. Mas fui até Logan, e comecei a pressionar sua barriga, um tempo depois ele acordou ofegando a cuspindo água:
- Eae cara.
- Oi Justin. Minha... JUSTIN VOCÊ QUEBROU MINHA PULSEIRA! – Olhei pro lado e Caterine vinha em nossa direção, ela tinha uma pulseira igual a ele.
- É sério?
- Não, cara é brincadeira – Ele começou a rir, e sentou – Você salvou minha vida Justin... To te devendo uma – Ele olhou pra Caterine que sorriu pra ele. Depois olhou pra James,qu e tossia muito e não conseguia respirar direito. – Só um instante. Você trouxe nós dois, de lá de baixo?
- Sim, por que?
-Justin, isso é incrível.
- Não foi nada – Olhei pros lados procurando Brenda, ela ainda tava caída no chão. Fui até ela e procurei o pulso, não conseguia achar, ela não respirava. Estava fria. Corri até ela, pressionei seu estomago, mas ela não acordava:
- DROGA! – Um, dois, três, quatro, cinco, seis. Nada. Ela acorda. Um, dois, três, quatro – ACORDA! PORQUE...VOCÊ... NÃO... ACORDA?! – um, dois, droga! – Continuei pressionando seu estomago, de modo a fazer a água subir pela sua garganta, e ela acordar. Mas nada. Não iria desistir. Continuei pressionando. Até que eu consegui ouvir seu coração batendo. Alguns segundos depois, ela acordou, cuspindo água, e ofegando.
- Você... – Começou ela. Depois ela me abraçou. Me olhou nos olhos. TACK, TACK, TACK, TACK, eu e Brenda, nos sobressaltamos com algumas batidas muito altas na porta de ferro.
- Porque vocês dois ficaram pra trás? – Perguntei pra James e Logan.
- Bom, minha pulseira ficou presa na cela – Disse Logan – Ai James ficou pra trás pra me ajudar, mas a pulseira não desprendia e ele ficou atirando nos zumbis... Só que eu e ele ficamos sem ar, e eu fiquei desesperado e comecei a puxar a pulseira com toda minha força, mas então eu escorreguei, e bati a cabeça, - Ele colocou a mão na parte de trás da cabeça, onde sangrava – Ai eu desmaiei.
- Eu – Disse James – Continuei atirando nos zumbis e puxando a pulseira dele... Mas não consegui solta-lo.
-Ah... Boa James – Ele sorriu.
- Valeu, Ei... Você pensaram num jeito da gente sair daqui? – Perguntou James.
- É – Disse Brenda se levantando – Como nós vamos sair daqui?
- Tem algum piso a cima daqui? – Pergunta James, a qualquer um dos Myer que quiser me responder.
- Não – Respondeu Caterine, ajudando Logan a se levantar, e depois deixando o braço em volta da cintura dele.
- Vamos sair pela frente então – Disse eu.
- O QUE?! – Perguntou Tom. Ele pareceu meio pálido, e irritado com a noticia.
- É o único jeito.      
- E como você acha que vamos sair daqui? Gênio – Disse com desdém.
- Eu to pensando, Gênio – Respondi com o mesmo desdém. Coloquei a mão na cintura, e senti. “É Lógico” – Alguém tem um fósforo? Ou... – Ninguém respondeu. Todos olharam meio aturdidos pra mim. Peguei três, bombas da minha mochila – James me ajuda aqui – Ele se levantou e veio até mim.
- O que você quer que eu faça? – Peguei uma das bombas, e passei o pavio na parede, começou a pegar fogo.
- RÁPIDO ABRE UM POUCO DA PORTA! – Ele saiu correndo em direção a porta, abriu uma fresta com dificuldade porque os muitos zumbis do lado de fora estavam tentando entrar, joguei a bombas pra fora, e corri até James e o ajudei a fechar a porta de novo, BUM a bomba explodiu fazendo a cadeia inteira tremer, peguei outra bomba e fiz o mesmo, e depois mais uma. Só que ai uma coisa estranha aconteceu, uma sensação muito bizarra borbulhou no meu estomago, mas eu sabia o que era: TEMOS QUE SAIR DAQUI AGORA!
- Porque? O que foi?
- Eles estão vindo dali também – Aponto pra escada que da nas celas que tínhamos passado para chegar na sala de armas. O barulho das bombas atraiu a atenção deles, e se demorarmos muito ali vai atrair a atenção dos outros de lá de fora também – Estão prontos?
- Ah... Sim – Disse Caterine.
- Então esta bem... Um... Dois... Três... Já – Abrimos a porta e corremos pra fora. Corremos em direção a casa, temos 7 quadras pra despistar eles.
- AHH – Olhei pra trás, Daniel estava atirando em todos os zumbis que vinham na direção dele, mas sem sair do lugar. Ele não conseguia andar, com aquela perna quebrada. Corri de volta até o portão e coloquei Daniel nas costas, e retomei a corrida. Era muito mais difícil correr e atirar com alguém nas costas, eles estavam chegando aos montes. Seis quadras, cinco quadras, quatro quadras, estávamos indo bem até aqui, Marcos virou uma esquina, nós logo atrás dele prontos para fazer o mesmo. Mas tinha pelo menos 40 zumbis amontoados:
- MARCOS! – Caterine começou a correr atrás dele.
- NÃO VEM AQUI! – Gritou ele de volta. Logan correu até ela e agarrou a.
- ME LARGA! – Ela gritou e se debateu, arranhou ele, mas ele não soltou ela. Marcos estava quase sendo mordido. Tinha muitos deles ali.
- PAUL, PAUL – Gritei – SEGURA AQUI SEU IRMÃO! – Ele correu até mim, e agarrou o irmão, depois eu corri até Marcos, e atirei nos zumbis que estavam rodeando ele. Atirei com todas as balas que eu tinha, e depois troquei de arma, e atirei. Mas não foi o bastante. Tinham muitos, um deles agarrou Marcos pelas costas:
- NÃO! – Caterine gritava, chorava, e esmurrava Logan pra ele soltar ela, mas ele não o fez – MARCOS! NÃÃO! – Marcos foi cercado. Não tinha saída. Todos os zumbis rodeavam ele. Ele atirava corajosamente em todos que conseguia. Mas não era o bastante, tinham muitos. Ajudei ele a atirar também. Mas nem isso iria ajudar. Todos os outros atirava nos zumbis, mas não importa o quanto atiremos neles, eles sempre voltam. Eles sempre estão chegando mais. E mais. São muitos não dá pra nós. Até que:
- NÃÃÃÃO! – Marcos foi mordido – MARCOOOS!!! NÃO! NÃO – Caterine chorava, Paul tinha os olhos meio marejados de lágrimas, e seu rosto ficara vermelho de raiva, Daniel pegou a arma da irmã e do irmão e atirava. Marcos caiu de joelhos. Seus cabelos louros e olhos verdes já estavam perdendo a cor, seus sentidos desaparecendo. Aquele minuto passou em câmera lenta. Ninguém acreditava no que via – MARCOS!
- Justin – Disse ele, olhando significativamente para minha arma – Por favor – Eu não ia conseguir. – Por favor – Suplicou. Caterine olhou pra mim, como se não estivesse acreditando no que eu iria fazer.
- NÃO! – Gritou ela pra mim. Não tinha opção. Levantei a arma – JUSTIN, POR FAVOR! – Destravei ela – NÃO FAZ ISSO! – Mirei na cabeça de Marcos – POR FAVOR, NÃO! – Atirei nele. Marcos caiu de costas. – NÃO! PORQUE?! – Ela chorava.
- VAMOS AGORA! – Gritou Tom. Corremos enquanto os zumbis tinham Marcos como distração. Caterine, tinha parado de gritar. Passamos silenciosos pelos zumbis que ainda estavam com a atenção em Marcos. Minhas pernas estavam bambas, acho que pelo fato de ter atirado num dos nossos. Todos os irmão Myer, estavam silenciosos, recoloquei Daniel nas minhas costas. E corríamos em direção a casa.
     Chegamos na casa, mas ela estava com a porta aberta. As coisas na sala estavam mais bagunçadas do que antes. Ouvi barulhos vindos da parte de cima da casa, apontei a arma pra lá, e Brenda também. Se ela também ouviu, então não são zumbis. Caterine, estava tremendo e Logan deu uma água pra ela tomar, mas então ouvi um barulho de copo quebrando e não era de Caterine. Todos se viraram para olhar escada a cima com as armas em punho, subimos cautelosamente as escadas. O barulho vinha do quarto em que eu e Brenda ficávamos. Coloquei a mão na maçaneta. Girei. E abri. E lá estava com garoto, cabelos pretos, pele branca, olhos verdes profundos, muito parecidos com o de Brenda.
- Mattew?
   






segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Capitulo 6 – Agora... A gente nada.


Caio no chão. Sinto sangue escorrendo pela minha boca. Tom atira em minha direção, mas não acerta, aproveito que suas balas acabaram e corro em sua direção:
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! – Ouço gritos de Brenda vindo do outro lado da sala. Soco seu rosto. Chuto seu tórax, e ele cai. James segura meus braços, e Logan levanta Tom, que por sua vez tem um corte na testa.
- O QUE FOI ISSO?! – Gritou James.
- O.K... Não tem problema nenhum você amar ele – Tom diz para Brenda – Mas me trocar por um zumbi?!
- O QUE?! – Grita ela.
- Ele pode ser legal, Mas... – Seu rosto estava vermelho de raiva, mas não tanto quanto eu. - E ainda por cima esse cara é um zumbi!
- EU NÃO SOU UM ZUMBI! Enlouqueceu Tedinho? – Pergunto com desdém.
- NÃO! Nenhum ser humano normal, poderia ter se livrado sozinho daquele bando de zumbis...
- NÃO FOI SOZINHO! JAMES E LOGAN ME AJUDARAM!
- Acabaram as balas deles, e você fez a metade sozinho! Agora me fala, só me fala que você não está contaminado. ME FALA! ANDA! CONTA PRA GENTE! DIZ QUE VOCÊ NÃO ESTA CONTAMINADO DE A CURA! – Todos os olhos caem sobre mim. James me solta. Logan solta o Tom.
- Ah... É. Sim, eu tenho A Cura nas veias. – Tom solta um sorriso sarcástico.
- A quanto tempo?
- Três semanas. Eu não sou um zumbi. A Cura que eles me deram, é uma aprimorada. Ela se uniu as minhas células que me tornaram mais... digamos... poderoso. Mas eu não sou um deles. E não vou virar um deles. Não vou morder ninguém. Podem confiar em mim.
- Eu confio – Disse Daniel, cujo tornozelo estava rodeado por uma poça de sangue – Você salvou minha vida. Eu confio em você.
- Agora – Disse Tom virando–se para encarar Brenda – Entendo porque você gosta dele... É porque ele é “poderoso”... Mas se ele não tivesse nada...
- Não fala assim com ela! – Gritei para ele, com a raiva subindo com mais força pela minha garganta – ELA SEMPRE FOI MINHA AMIGA! SEMPRE GOSTOU DE MIM!
- Não disse o contrario. Mas eu juro, eu ainda vou fazer você gostar de mim e... – Corri até ele. Não consegui me controlar. Segundos depois, meu punho já estava socando seu estomago. Mas desta vez quem separou a briga foi Brenda, que estava com tanta raiva que conseguiu juntar força para separar nos dois, sozinha.
- PAREM! – Ela olhava de mim pra ele – VOCÊS ESTAM SE CONPORTANDO COMO DOIS CRIANÇÕES! OS GRITOS DE VOCÊS ESTAM ATRAINDO A ATENÇÃO NÃO SÓ DOS ZUMBIS  QUE ESTÃO LÁ FORA, MAS OS QUE ESTÃO AQUI DENTRO TAMBÉM! Agora abaixem a bola, diminuam o tom, e parem de brigas...
- Mas foi ele...
- Não quero saber quem começou! Se é pra agir com crianças, vou tratá-los como crianças! Não estou pedindo para vocês se darem bem. E também não estou pedindo para isso que temos aqui se tornar uma família, eu só estou pedindo para vocês pararem de ficar brigando! Nós só estamos aqui com um propósito. E um propósito apenas! Que é sobreviver. E ficar brigando e gritando não ajuda muito com isso.
Ela tem razão. Ando pro lado esquerdo e ele senta ao meu lado. Coloco minha cabeça na parede. Não falamos nem olhamos um pro outro. Meu nariz, minha boca sangram. E o olho de Tom, está roxo. Sua boca e sua testa sangram. Acho que nós dois estamos pensando, e não estamos com tanta raiva assim. “se apaixonar” “ama ele” será? Brenda chega com uma maleta vermelha até nós. E limpa meu nariz, mas não fala comigo.
- Brenda...
- Shiiiii, quanto mais você fala mais sua boca sangra. – Ela limpa meu nariz, e minha boca, ela olha minha mão. Esta meio machucada.
- Brenda, você...
- O que?
- Você – Sussurro – Gosta de mim? – Ela me olha. Tem um nó na minha barriga.
- Claro que gosto Justin – Ela ri – Que pergunta boba... Claro que eu gosto de você... Somos amigos a tanto tem...
- Não; Eu digo... Hm... Mais que amigo. Gosta? – Ela me olha, mas evita olhar nos meus olhos.
- Ah... Eu... Hmm... Pra ser sincera... – Ela leva seus lábios ao meu ouvido e sussurra, o que faz com que os pelos da minha nuca se eriçarem – Gosto. Mas... Não sei. Não sei, se nós íamos dar certo num momento assim – Uma sensação estranha passa pelo meu estomago e sobe pra minha garganta – Mas, respondendo sua pergunta... Eu gosto. Eu gosto muito de você, Justin. Percebi isso quando você foi levado. E não fica brigando com o Tom... Ele é só um amigo – Ela beija meu rosto, eu sorrio pra ela. Ela vira de mim, pro Tom e começa a limpar sua boca também. Eles conversam, mas eu não me preocupo mais. Agora sei que ela gosta de mim. Acho que Tom perguntou se ela gostava dele, ela balançou a cabeça negativamente e fez com que ele ficasse com um rosto meio triste, mas depois ele fez um piada e voltou ao seu normal.
          Ando até Daniel, ele está muito pálido. Perdeu muito sangue.
- Dani, você vai ficar bem – Caterine, segurava a mão do irmão, e estava tão pálida quanto ele. Logan passava carinhosamente a mão pelas costas dela. Seguro a ponta da calça dela e rasgo, deixando o ferimento a vista. Está horrível. Da pra ver uma parte do osso dele que sai pra fora da carne.
- Oi Dani – Brenda senta ao meu lado, com sua maleta de kit primeiros-socorros – Deixa eu ver isso, ai meu deus, James vem aqui. Vem aqui me ajuda aqui.
- Não – James andava de um lado para o outro – Não, eu não vou ai.
- Ainda cara? – James, não gosta de ver sangue. Ele desmaia sempre que vê muito sangue.
- James – Diz Brenda – Para de ser bixola e vem logo – Começamos a rir, mas James não se mexe.
- Vai... Deixa que eu te ajudo – Digo a ela.
- O.K, segura aqui – Ela pega a perna dele por baixo com muito cuidado, mesmo assim Daniel faz uma careta de dor, e seguro o lugar em que ela mandou, o sangue de Daniel começa a escorrer pela minha mão, Brenda costura o rasgo que tem na perna do garoto, e limpou o sangue que tinha nela, depois a enfaixou – Ah... Vai doer por um tempo, mas vai curar daqui umas... três semanas... Como não tem hospitais nem  médicos, não da pra engessar e não da pra fazer melhor... Sinto muito...
- Tudo bem, se você diz que eu vou ficar bem... Acredito em você – Daniel sorri para Brenda, e ela para ele.
- Consegue levantar? – Ele tenta, mas não consegue sozinho. Precisa de ajuda de Marcos.
- Vocês vão ter que sair daqui sem mim – Diz Daniel.
- Não tirei você daquele inferno, pra você ficar aqui – Digo a ele, com um tapinha no ombro – Agora – Me virei para Paul – Onde é aquela sala de armas que você falou?
- Lá embaixo, venham... – Ele levantou, e Paul como tem 17 anos e é o mais velho deles, colocou Daniel nas costas e começou a andar com ele. Começamos a seguir ele, no chão, no canto da entrada tem um machado. Me agacho e pego ele:
- Pra que esse machado? – Perguntou James.
- Não temos balas. Alguém tem que matar eles. – Logan que estava com o braço envolto, no ombro de Caterine se sobressaltou com um barulho muito forte, de um zumbi batendo na porta de ferro, vermelha e enferrujada.
-Andem com muito cuidado agora. Lá em baixo tem as celas... E os presos zumbis – Continuo a andar, com cautela. Descemos as escadas e eu já consigo ouvir, os grunhidos dos zumbis, e consigo senti-los. – A sala – sussurrou ele – é no fim do corredor – Está muito escuro, não consigo enxergar nada. Mas mesmo assim sei onde está cada um deles. Cada zumbi.
- Fiquem junto de mim – sussurrei – sei onde eles estão. – Sinto o corpo de cada um colando no meu.
- É melhor eu ligar a lanterna. – Sussurra Marcos.
- Não – Tento impedi-lo, mas ele já tinha ligado. Aqueles zumbis passaram tempo demais aqui em baixo, não estão acostumados com a luz. Ela vai irritar eles. E estão com fome. Com muita fome. Eles grunhem mais alto. E esticam as mãos para fora das barras de ferro, das celas.  – Essas celas estão muito enferrujadas, é melhor a gente ir rápido com isso. – Andamos mais rápido, o corredor é muito comprido, as celas estão lotadas, tem muitos deles ali, e não podem se soltar. Mas meus pedidos não foram atendidos. A porta da ultima cela se soltou. Eles correram em nossa direção, os 10 zumbis que estavam nela. Corri para frente dos outros, e arranquei a cabeça de um deles com o machado, depois enfiei a ponta do machado na cabeça de outro, e comecei a correr, igualmente aos outros, e pior, os zumbis também. A outra cela se abriu, e a outra, e a outra, e todas elas. A porta estava traçada – SAIAM DA FRENTE! – Gritei, passei correndo por eles, e quebrei com o machado a tranca prata da porta, eles entraram, enquanto isso tentei conter os zumbis dali. Depois entrei, e um deles veio junto comigo e quando fechei a porta ele estava com a mão esticada, e ela foi decepada. A mão do zumbi caiu dentro da sala.
- Ah – Disse Caterine, se virando de costas pra mão e abraçando Logan – Que nojo...
- É aqui – Disse Paul, ascendendo a luz. Um, dois, três lotes... Uns dez metrôs de sala. Com umas 30 prateleiras, cada uma com umas 20 armas, silenciadores, sinalizadores, bombas de todo tipo, lanternas...
- Nossa – Brenda abriu um largo sorriso – Mas que coisa mais linda – Ela riu, e começou a andar pela sala como se fosse uma criança numa loja de doces.
- Tomem – James joga duas mochilas pretas, pra cada um – Coloquem tudo que conseguirem ai dentro!
- OLHEM! TEM UMA CW 2991 AQUI! – Brenda apontou para uma arma prata numa prateleira – A MEU DEUS! ELE TEM UM K16 TAMBÉM! – Ela sorria.
- Nossa, que legal – Disse Logan monotonamente – Ta feliz?
- Muito! – Ela colocava armas e mais armas na mochila que ficou cheia rapidamente, e depois colocou sinalizadores, bombas, balas etc. Coloquei tudo que estava ao meu alcance também.
- Todos prontos? Podemos ir? – Perguntou Daniel, que estava com a mochila nas costas e se apoiava numa prateleira.
- Sim. – Disse Brenda – Sugiro que vocês coloquem algumas armas presas na calça também. Não da pra tirar elas da mochila quando estivermos lá fora – Colocamos algumas armas na calça, coloquei cinco bombas também. E balas.
- Não podemos sair pela porta – Digo.      
- E por onde você sugere que a gente saia? – Perguntou Tom, que até então estava tão quieto que eu tinha esquecido da sua presença.
- Bom, deve ter alguma outra passagem. NÃO podemos sair pela porta, porque se você não notou – Aponto para porta, que tem muitos barulhos de zumbis socando ela, ela não vai agüentar por muito tempo, ela está tão enferrujada quanto o resto dessa cadeia. Vai ceder a qualquer minuto. – Não da pra passar por lá. TEM que ter outra saída.
- Tem na verdade. Tem uma passagem aqui. Uma escotilha de acesso aqui mesmo – Diz Marcos. Ele vai até o final da sala, acompanhamos ele, ele aponta uma portinha quadrada no chão.
- O que estamos esperando? Vamos sair por ai – Diz Caterine.
- É... Mas tem um problema – Marcos agacha, e olha pra gente.
- Outro problema? – Pergunta Logan irritado – Qual?
- Aqui em baixo tem mais celas, com mais presos, com mais zumbis.
- Ai CARACA! – Exclamou James.
- E não é só isso... – Continuou Marcos. – Ainda mais em baixo tem cinco caixas d’água.
- O que?! – Digo – Em baixo do solo?
- Não exatamente. Pensa comigo. Acima é a entrada. Em baixo, celas. Mais em baixo, mais celas. Depois caixas d’água. E depois esgoto.
- Continua...
- Aqui em baixo tem um buraco no meio do corredor. Essa cadeia é muito velha, como as caixas d’água... Elas quebraram... Água pra todo lado.
- Você está me dizendo – Comecei...
- Exatamente – Terminou Marcos.
- Essa não...
- Eu não estou entendendo nada... – Disse Logan.
- Aqui em baixo esta inundado – Expliquei – Isso significa que teremos que nadar por sete metrôs se quisermos sair daqui.
- SETE METRÔS?!?! – Exclamaram todos juntos. Abro a escotilha, o que faz com que um pouco de ágüem transborde pra dentro da sala.
- Isso ai. Olhem – Disse – Tem um tubo de oxigênio aqui – Peguo ele de uma prateleira.
- Somos em nove.. UM tanque não vai ajudar muito – Disse Brenda.
- Um tanque é melhor que nada... – Solto um suspiro. Sete metrôs equivale a cinco campos de futebol. Eu nunca fui muito bom em nadar. E eu não consigo prender a respiração por muito tempo. Não dá. É impossível. Não vou conseguir – Vamos, ou não?
- Não. Não vamos – Diz Tom – Quer dizer, é impossível. Sete metrôs? Não.
- Bom... Ou a gente nada. Ou passamos por ali – Aponto para porta em que os socos dos zumbis ficaram mais fortes, e a porta estava começando a ceder - Tem – Começo eu – Alguma chance de ter zumbis vivos ali dentro?
- Não sei – Diz Marcos – Me diga você. Você que sente eles... O que seu coração ta falando?
- Que a gente ta mais ferrado do que antes... – Meu estomago tava embrulhando – E isso significa... Que eles conseguem nadar...
- Você ta de brincadeira né? – Disse Logan.
- Não.
- Como é que ele vai? – Perguntou Paul apontando pro irmão. Daniel não vai conseguir nadar.
- Bom... Eu levo ele.
- Justin... – Diz Brenda num tom suplicante.
- O que? Eu consigo. Vamos logo. Rápido. Suba – Daniel pareceu meio preocupado.
- Olha – Disse ele – Eu tenho 14 anos. Sei que não vai dar certo. Não sou idiota.
- E – Disse eu me abaixando pra ele subir nas minhas costas – Eu tenho 18, e sei o que eu consigo. Sobe logo. – Ele subiu nas minhas costas, CLAK a porta cedeu. Os zumbis entram. TAFF TAFF TAFF, todos começaram a atirar, e eu pulei. Ainda conseguia ouvir tiros, mas aos poucos ele ia parando. Comecei a nadar. Os outros estavam logo atrás de mim, estava muito escuro não consegui ver nada. Então peguei uma lanterna e coloquei na boca, de modo a fazer eu conseguir enxergar o que estava na minha frente. Senti uma mão no meu tornozelo, olhei pra trás, e vi Brenda apontando pros lados. Os zumbis pularam atrás de nós. Nadei com mais rapidez. Meu fôlego estava acabando. Peguei um pouco do oxigênio do tanque, e dei um pouco pra Daniel também. Passei aos outros, e depois guardei de novo na minha cintura. Os zumbis apesar de rápidos correndo, são mais lentos nadando. De vez em quando ouvia alguns tiros. Mas até o momento estava achando tudo aquilo fácil demais... Quer dizer, nunca é fácil assim. Continuei nadando. Mas então, eu vi o motivo de ser tão fácil. Minutos antes de nós, um homem deve ter nadado ali também. Mas fora atacado. Na minha frente tinha um grupo de vinte zumbis amontoados, atacando um homem, do meu lado tinha outro homem, afogado, do meu outro lado tinha uma garotinha de mais ou menos cinco anos, com metade do braço, porem afogada também. A luz da minha lanterna atraiu atenção do grupo que atacava o homem, e o outro grupo de também vinte deles que atacava um senhor grisalho de idade. Acho que viram em nós, uma presa melhor do que neles.
  Senti alguém agarrando meu tornozelo, e depois Daniel começou a se debater em cima de mim, a quase me enforcando. Olhei pra trás e tinha um deles, puxando Daniel, e outro segurando minha perna. Peguei minha arma e atirei nos dois, meu fôlego acabava, peguei um pouco do tanque a passei pros outros, eles vinham em minha direção, atirei neles, mas tinha demais para mim, vinham muitos em minha direção, não conseguia nadar mais rápido, mas saída estava bem a minha frente, nadei com toda força que eu tinha. Atirei nos que vinham em minha direção, só que mais vinham outros por trás também. A porta estava a cima de mim, me virei para Daniel e fiz sinal com a mão para ele tentar abrir a porta enquanto eu atirava nos zumbis que vinham. Mas a portinha estava trancada, peguei o tanque de oxigênio e peguei um pouco, mas acabou, sacudi o tanque irritado, mas não tinha mais mesmo. Chutei a porta, mas ela nem se moveu, estamos perdidos, a porta não ia abrir, soquei ela, mas estava trancada por dentro. Peguei minha arma, e atirei. Não conseguia acertar. Meu ar estava acabando, estava ficando fraco, minha visão estava desaparecendo, mas então eu vi Daniel sendo agarrado por um zumbi, ele estava prestes a ser mordido, eu atirei nele, tentei concentrar todas as minhas forças, e atirei na tranca, minha mão tremia não conseguia ver direito, chutei a porta, atirei nela e depois soquei ela, estavam todos me cercando, olhando desesperados da porta, pra mim, e depois pros zumbis, estavam todos perdendo o fôlego, continuei atirando, Brenda, começou a se contorcer, tremia, estava meio mole, seu olhar ficou vago, ela parou de atirar, começou a afundar, mas Caterine segurou ela, estávamos a muito tempo sem oxigênio, no mínimo a cinco minutos ali dentro. Sem respirar. Não íamos agüentar mais tempo. Tom tremia também. Minha visão estava escurecendo. Eu não conseguia apontar direito. Mas Brenda, e todos nós iamos morrer se eu não tirasse a gente daqui. Me concentrei com toda minha força. Tentei parar de tremer. E TAFF, atirei, a trava abriu, Marcos que estava mais branco do que leite, atirava corajosamente nos zumbis que se aproximavam, junto com seu irmão Paul. Segurei Daniel pelas costelas, e subi ele que começou a respirar ofegante, depois ele me ajudou a subir Brenda que estava inconsciente. E ajudei a subir os outros e pra depois eu subir também.
   Deitei no chão ofegante, cuspindo água. Joguei a lanterna pro lado. Mas com as pernas ainda dentro da escotilha, o estranho é que nenhum zumbi estava me atacando. Olhei pros lados. Espere... Onde? Onde estão? Cadê eles?  
- Cadê James e Logan? –Perguntei meio desesperado. Ninguém respondeu. Brenda ainda estava deitada no chão, Tom tentava achar seu pulso. Os irmãos Myer tossiam, Caterine também, mas ela olhava pra escotilha que da passagem, pra sala que acabamos de sair, meio desesperada também. Estávamos todos ofegando, cuspi mais água. Então é por isso que os zumbis, não estavam mais aqui. Estavam atrás de James e Logan. Eles ainda estavam dentro da água.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Capitulo 5 – A Cadeia.


Ficamos em silencio por alguns minutos. Todos pensando numa maneira de conseguir armas. Agora que não tem mais ninguém vendendo armas, fica mais difícil de encontrar. E agora que todo mundo que continua vivo precisa delas, não tem quase nenhuma sobrando. Então onde teria armas, que ninguém esta usando, e não tem utilidade...?
- Ei – Começa Paul Myer – Tem uma cadeia a umas... Sete quadras daqui.
- Idai? – Pergunta James.
- Idai, que meu pai trabalhou lá por uns três anos, não foi?
- Sim – Confirmou Caterine.
- Onde você quer chegar? – Perguntei.
- Bom – Continuou Paul – Da ultima vez que eu vi meu pai, isto é, antes dele ser um deles, ele me levou pra lá; Ficamos escondidos por um tempo junto,com meus irmãos e o resto dos policiais, e de lá saímos as pressas...
- Continuo sem entender, onde você quer chegar... – Digo.
- Tinha uma sala, grande na verdade, tinha muitas armas. Variedade delas.
- Será que ainda tem? – Perguntou Logan esperansoso.
- Lógico que tem – Disse Paul.
- Mas se os policiais estavam lá, porque não levaram as armas? – Perguntou Brenda.
- Porque no final, tinha mais armas do que gente pra carregar. – Disse Paul com um sorriso. Brenda sorri também.
- Sete quadras? – Diz Ted – Vamos levar no mínimo, dez minutos pra chegar lá... Não da.
- Não temos outra escolha – Diz Marcos Myer. Ele tem razão. Ou é lá. Ou é lá.
- Tem um probleminha... – Diz Paul.
- Sempre tem... – Fala Logan – Qual é?
- Bom... Os policiais sairão tão de pressa, porque estavam no meio dum ataque deles... Em fim, saímos tão de pressa que eles não soltaram os detentos. Deixaram eles lá, e foram embora. Depois disso, um monte de zumbis entraram na cadeia... Só consegui ouvir os gritos dos presos...
- Então você está me dizendo... – Disse vagarosamente – Que TODOS os presos, ainda estão lá? E como zumbis?
- É... – Diz Paul. Eu e Brenda nos entreolhamos e depois eu digo.
- Bom, é melhor vocês tirarem um cochilo agora de manha, pra mais tarde a gente sair.
- Como é? – Perguntou Daniel Myer – Vocês ainda vão?!
- Como seu irmão disse – Aponto para Marcos – Não temos escolha. Você quer ficar aqui? De qualquer modo, quanto mais tempo ficamos num lugar só, mais são as chances de sermos atacados. Esse é a nossa única escolha. – Daniel me olha meio desesperado, mas depois se conforma. Ele sobe as escadas com Marcos e Paul logo atrás dele. Caterine vai subindo, mas:
- Ei Caterine, quero falar com você. Pode ser? – Logan estende a mão pra ela com um largo sorriso no rosto, e depois ela sorri também e ela segura sua mão e eles vão juntos até a cozinha onde conversam aos cochichos e risos, então paro de ouvir conversas e sei que eles estão aos beijos. Não consigo segurar, mas sorrio. Ela sai depois de um tempo da cozinha e sobe as escadas em direção ao quarto e vai dormir também, antes que Logan saia da cozinha vou até ele:
- Cara, você tem 15 anos né?
- É, porque? – Pergunta ele meio desconfiado.
- Hm... Ela tem 14 você 15. Você sempre gostou das mais novas... Acho que pra por elas no mau caminho, não é? – Ele me olha. Eu olho pra escadas – Ela é bonita. Você gosta mesmo dela?
- O que?!
- Cara, eu não sou idiota – Eu dou risada, e ele sorri meio constrangido – Você gosta dela?
- Hm... Lembra quando aquela cara foi embora, la no prédio? E eles ficaram?
- O que tem isso?
- Quando você subiram eu conversei um pouco com ela... – Eu fiquei pensando naquele momento. É verdade, ele não subiu com a gente de imediato, até o elevador chegar ele não estava comigo. Acho que não notei isso porque estava ocupado demais pensando que eu sou um meio mutante – Eu gostei dela. Eu gosto dela. Acho que ela gosta de mim também. Sei que não é ideal namorar nesse tempo, mas...
- Ah ta – Eu sorrio pra ele e ele pra mim. – Pensei que você gostasse da...
- Eu gostava – Não precisei terminar a frase – Mas eu já cansei de lutar uma batalha perdida. Ela gosta de você... Ou gostava, não sei...
- Como assim “gostava”? – Minha barriga deu uma volta, quando ele disse “gosta de você”, mas então ele disse “ou gostava” e meu estomago afundou.
- Cara, você vai perder ela, se não toma cuidado. Aquele cara ali – Ele apontou pro Tom que estava tentando aprender a plugar um silenciador na ponta da arma, sendo ajudado por Brenda, que ria dele, mas ainda sim o ajudava – Vai acabar roubando ela de você, se você não se cuidar. Da um jeito. Afasta os dois. Não sei...
- Falo L.A.... – Ele sorrio e começou a subir as escadas pra ir pro quarto – Logan – Ele olhou pra trás- É bom lembrar de você de novo. E... Boa Sorte – Apontei com a cabeça escada a cima, ele entendeu que estava falando de Caterine, mas só sorrio e disse:
- Boa Sorte... Pra você também. – Ele subiu. Depois James subiu também. Agora que eu lembrava de tudo, eu via como Brenan fazia falta. Ele era meu melhor amigo. Lembrei do dia da minha volta em que ele disse “Não lembra do seu Bro?! Não lembra de mim?!” Como eu pude não lembrar? Brenan era, é, e sempre será meu amigo. Sinto falta dele. Andei até a geladeira e tirei uma água de lá. Os antigos donos levaram tudo. Toda comida. Só tinha uma garrafinha de água ali. Fui até a sala, sentei ao lado de Brenda. Tom estava sentado no chão.
- Você tem que apertar do lado – Disse sério pra ele.
- O que?
- O silenciador – Peguei o silenciador dele, e apertei os dois botões que tinha na ponta, depois peguei a arma e pluguei o aparelho.
- Ah... – Ele estendeu a mão. E fez o que eu mostrei.
- Viu não é tão difícil. Até você pode fazer isso – Não sei porque fui tão grosso com ele. Mas escapou. Brenda me olhou, mas não disse nada. Ele disse:
- Obrigado – E subiu.
- Justin?!
- O que?
- Porque você disse isso?
-Não sei... Não gosto dele. Só escapou. – Ela balançou negativamente a cabeça, e depois ficou olhando pros próprios joelhos.
- Lembra quando a gente brincava de zumbis no parque?
- Lembro – Sorri. Era divertido a infância. Bons tempos.
- A brincadeira era mais legal que a realidade – Ela ficou quieta por um tempo e depois se levantou, ao mesmo tempo que eu. É agora, eu posso dar um beijo nela agora “Ela gosta de você... Ou gostava...” E se ela não gostar de mim. Me aproximo dela e ela de mim, olhou em seus profundos olhos verdes, estamos quase com lábios grudados:
- Ah gente... – James desse, e pára ao nos ver. Ele pede desculpas com o olhar pra mim e depois continua – Ah... É... Hm... Ah gente vai sair daqui que horas?
- Tem que estar claro ainda... Não quero sair daqui com aquelas coisas, de noite – Brenda vai andando em direção a escada – Agora é...
- 10 horas... – Digo irritado.
- Ótimo, então vamos sair daqui 13:00 hrs. – Ela olha pra mim e para James, e depois sobe. Vou em direção a James.
- Desculpa, cara... Eu não sabia... – Dei um tapa atrás da cabeça de James e disse:
- Manézão!
- Ai! Foi mau... – Olho sua cicatriz.
- O que foi isso? Não tava ai até eu ser levado...
- Presente de um zumbi. Uma mulher na verdade, ela foi me atacar e estava com um relógio quebrado. Bateu no meu rosto cortou... Mas não tem importância. Desculpa cara.
- Ta. Tudo bem. Eu consigo outra chance. Agora vamos dormir. – Subo as escadas, um corredor branco se encontra no topo dela. Com 5 quartos. Um deles com os 4 irmãos Myer. Um deles para James, outro pala Logan, Um para Brenda e... E eu? Logan entra num quarto e eu fico pensando, onde eu vou ficar? Entro em qualquer quarto, quer dizer, contanto que não seja do Tom, eu posso dormir no mesmo lugar que outra pessoa, entro não tem ninguém no quarto:
- Ah Oi? Não tem outro quarto vazio então acho que...
- Justin?
- Ah... Oi Brenda. É que não tem...
- Eu ouvi. – Ela tinha só colocado um short. Tomou banho. Estava com a camiseta da Corporação Apocalipse. – Se quiser deitar... Na... Cama... Pode ir. Hm... Sempre fizemos isso, não é? Dormir no mesmo lugar. Pode deitar.
- Ah... Ta bom – Fechei a porta – Vou só tomar um banho antes.
- Ta. – Ela deu a volta no quarto. Um quarto simples, mas bem arrumado, ao contrario ao resto da casa. Tomei banho, lavei o cabelo, e depois coloquei a mesma bermuda branca que estava desde sai da Corporação Vírus e Vários, peguei um chinelo, que tinha no chão do banheiro provavelmente deixado pelo homem que morava ali e fui me deitar. Estava particularmente muito cansado agora, quando cheguei ao quarto, Brenda já estava deitada, de costas pra mim. Não dormindo, mas não estava falando. E eu não achei muito legal falar também. Só deitei. Olhando – a por um tempo, e depois meu cansaço me venceu e eu dormi.
   Ao contrario do dia anterior, desta vez eu dormi demais.
- Que horas são – Me levantei, e olhava atordoado pelo quarto.
- 12:30... Hm... Esta aqui sua mochila.
- Valeu – Coloquei uma camiseta preta, e uma calça branca, um tênis preto e sai do quarto. Brenda já estava vestida quando eu saí. Calça preta, tênis preta, blusa branca, e juntos nós dois saímos do quarto. Quando ela fechou a porta trás de nós dois, descemos juntos as escadas, e encontramos todos olhando pra gente:
- Vocês... Vocês dormiram juntos? No... Mesmo quarto? – Perguntou James no meio de risadinhas para Logan.
- Que diferença isso faz? – Disse. – Todos prontos?
- Sim.
- Acho melhor vocês levarem uma mochila cada um. – Disse.
- Pra que? – Perguntou Marcos.
- Pras armas – Respondeu Brenda por mim. 5 minutos depois saímos da casa. Não tinha sinal de zumbis ali. O que é estranho. Ergui as sobrancelhas intrigado para Brenda, que parecia pensar o mesmo. Continuamos andando com cautela. Faltavam 5 quadras.  Andamos olhando pros lados. Faltavam 4 quadras. Não tinha nenhum deles por aqui. Faltavam 2 quadras. Meu estomago embrulhou. Eles estavam ali:
- Cuidado – Sussurrei – Eles estão...
- ALI! – Brenda atirou a centímetros da minha orelha direita. Bem a tempo de matar uma zumbi. Eles estavam atrás de mim. Começamos a correr e atirar, tinha centenas deles. Acho que todos que estavam ao redor do prédio, estão aqui agora. TAFF , Atirei e, cinco deles. Os outros atiravam também.Estavam chegando mais. TAFF TAFF TAFF TAFF, atirei como se minha vida dependesse disso. E depende. CLICK, “agora não” pensei:
- Minhas balas acabaram.
- Atrás de mim! – Disse Brenda pra mim. Não gostei disso. Mas o que podia fazer? Não tenho escolha. CLICK, as balas de Marcos Myer acabaram. Ele começou a correr com anda mais velocidade. Chagavam mais deles a cada minutos. Não íamos dar conta. CLICK as balas de Caterine acabaram. TAFF TAFF James e Logan estavam a nossa frente, atirando. Daniel, corria de costas para nós, e de frente mas os zumbis para atirar neles. Só que BUM, ele caiu. Corri até ele. Mas ele estava muito longe. TAFF, TAFF ele atirava e tentava levantar, mas não conseguia, porque ele prendeu o pé numa boca de lobo. Eles se aproximavam, eu corria em direção a Daniel.
- Justin! Cuidado! – Brenda gritava e corria pra trás. TAFF, TAFF, TAFF, CLICK, suas balas também acabaram.
- Corre! Vai! – Ela correu. Daniel ainda atirava com vontade, mas o tênis dele não saia de jeito nenhum. Eles estavam chegando perto de mais. CLICK, as balas de Daniel acabaram, ele forçava o pé pra sair da boca de lobo, mas não tinha jeito. Ele puxava, mas ele estavam chegando. Cheguei até ele:
- O que você faz aqui?! Vai logo.
- Ninguém fica pra trás – Digo decidido a ajuda-lo. Eu ajudo ele a puxar o pé,mas tudo que isso faz é machucá-lo.  Um deles chegou. Peguei a arma de Daniel e bati no zumbi, outro estava ao meu lado, chutei ele com o pé, e com um movimento, quebrei seu pescoço, Outro chegava, soquei ele e bati nele com a arma, outro chegou emburrei ele com a arma e ele caiu em cima de outro. Não ia dar contra. Daniel ainda tentava tirar o pé, mas estava bem preso. Ele tentou tirar o tênis, mas também não dava. O pé dele tava inteiro dentro da boca de lobo. Era o fim. Eles estavam chegando aos montes. Até que um deles chegou atrás de mim, e eu soquei seu rosto, mas então uma coisa aconteceu. Tiros começaram a ser disparados. Olhei pra trás Logan e James estavam ao meu lado.
- Acho que íamos te deixar, é? – Disse James.
- Ainda bem que você chegaram. – Eu me agacho e digo – No três, eu vou te puxar. Esta bem?
- Sim.
- Ta. Um... – Segurei em suas costelas - Dois... Três – Eu o puxei com toda minha força. O pé dele se soltou. Mas...
- AHHHHH – Ele segurava o tornozelo.
- Gente, temos que sair daqui! Minhas balas estão acabando! – Grita Logan pra mim.
- Está bem. Daniel você ta bem?
- Não sei... Meu tornozelo dói.
- Consegue subir nas minhas costas?
- Acho que sim.
- Então vai – Daniel subiu nas minhas costas, e eu comecei a correr em direção a cadeia, que estava no fim da rua. CLICK, CLICK, as balas de James e Logan acabaram. Corremos mais rápido. Não importa o quanto deles nós matamos. Ainda muitos mais estavam por vir. Pra zumbis, ele são realmente muito rápidos, A porta estava na minha frente, eu ia conseguir. Brenda abriu a porta, James e Logan entraram correndo, eles estavam bem atrás de mim, tem uma mão morta no meu lado esquerdo, Daniel começa a pesar nas minhas costas, e mão do zumbi está quase alcançando meu rosto, a porta está ali, entrei. Assim que entro Brenda fecha a porta, deixando zumbis batendo nela. Uma grade e vermelha porta de ferro enferrujada. Coloco Daniel no chão. Seu tornozelo está sangrando. Talvez esteja quebrado.
- Você está bem?
- Vou sobreviver – Diz ele – Obrigado.
- Não tem de quê. – Me levanto, e ao olhar pra frente sinto um soco no meu rosto.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Capitulo 4 – Tom Fletcher


Olho no relógio, são 6:30 da manhã
- E agora? – Pergunta Marcos Myer olhando para baixo.
- Sai da ponta! Eles podem te ver! – Diz Brenda.
- Eles não estão olhando pra cima...
- Idai? Vem pra cá. Pro meio! – Relutante Marcos vem pro meio. Sento e fico olhando o chão. Os irmãos Myer, sentam também, e conversão baixinho. James coloca a mão atrás da cabeça, olhando pra baixo e Logan faz o mesmo. Brenda senta numa cadeira que tem ao lado e o novo cara senta ao seu lado. Ouço eles dizerem:
- Tom Fletcher – Ele estende a mão pra ela apertar.
- Brenda Druman. – Ela aperta a mão dele – Você deveria ter ficado em Los Angeles.
- Nem pensar... – Ele balança a cabeça negativamente – Los Angeles ta um inferno.
- Aqui não ta melhor. De qualquer forma... Você deixou família, amigos...
- Não falo com minha família a cinco anos. E amigos? Tive que matar eles, se não eles me morderiam...
- E sua namorada? – Ela olha pra Tom.Tom tem pele clara, olhos muito azuis, cabelos pretos, dentes super brancos, em outras palavras ele é bonitão...
- Não tenho namorada... – Ele olha pra ela – E você?
- Não... Acho que não da muito certo namorar num tempo desses... Não que... Eu não pense nisso – Ela me joga um olhar esquivo, mas depois desvia o olhar pro chão.
- É, talvez, mas pensa só, se vocês brigarem e ele virar um deles você pode atirar nele e não ter remorso...
- É claro... – Ela ri e ele também. Por alguma razão a visão deles se dando tão bem, não me agrada muito. Desvio o olhar deles e me concentro em sair daqui. Se ficarmos mais meia hora, não sobreviveremos.
- Ei – Chamo – Tom, não é? – Ele desvia o olhar de Brenda e me fixa.
- Sim...
- Sou Justin.
- Prazer.
- Tom você ainda tem algum sinalizador ou coisa assim?
- Tenho quatro sinalizadores e duas bombas... – Todos olham pra ele – Roubei...
- Ah... Me da um sinalizador. – Ele se levanta e me entrega um sinalizador azul, e depois um fósforo. Ascendo o fogo do fósforo e ligo o sinalizador.
- O QUE VOCÊ TA FAZENDO CARA?! – James corre até mim. Não dou atenção a ele, e jogo longe o sinalizador. Ele chega longe e de repente BUM ele explode, formando uma reta céu acima.
- Isso por acaso é... – Começa Daniel Myer.
- Uma distração – Completo.
- E você espera que peguemos um carro e saímos... – Começa Logan.
- Não vamos de carro –Interrompo.
- O QUE?! – Perguntam todos juntos.
- Não podemos ir de carro, eles fazemos barulhos, chamam a atenção. Não, não. Vamos a pé.
- E onde nós vamos? Pra ir a pé tem que ser próximo – Pergunta Brenda. Dou a volta pelo telhado, e olho mais além.
- Vamos por trás... Vamos jogar todos os sinalizadores pro outro lado, e vamos pelos fundos... Para um dos prédios daqui.
- Se for assim... Temos que ir para aquele – Tom aponta pra um prédio, pequeno e azul, no final da rua – Ele é o melhor pra distancia que estamos. Se corrermos rápido, e formos com cuidado dá tempo – Olhamos pra ele meio boquiabertos. – Eu estava estudando pra ser físico...
- Ah... Vamos logo com isso – Pego um sinalizador verde de Tom, e atiro pra longe. Ele faz o mesmo que o outro fez. Tom pega a bomba pra atira, e eu seguro sua mão – NÃO! Isso faz barulho! Enlouqueceu? Me de isso aqui. – Ele entrega. Atiramos mais um sinalizador e – Me de esse ultimo.
- Pra que?
- Vão. Vocês vão descer. Agora.
- O que? – Brenda anda até mim – Não. Nós vamos todos juntos.
- Sinto muito mais isso não vai rolar. Olha, alguém tem que ficar aqui pra soltar o ultimo sinalizador – Olho pra baixo, ainda tem uns cem deles ali – Pros outros saírem. Eles são idiotas, mas não são burros! TEM QUE SER AGORA! DESÇÃO! VÃO! VÃO! – Empurro os irmãos Myer, pra porta que da nas escadas, James e Logan me olham e depois descem, Tom desce mas Brenda fica aqui – Caraca mais você é mais teimosa do que eu me lembro!
- Não vou te deixar aqui. Vamos juntos! – Não vou conseguir tirar ela daqui. Então... Ligo o ultimo sinalizador, e jogo ele com toda minha força. Os últimos deles saíram. Eu e Brenda corremos, e descemos pelas escadas, ir de elevador não vai dar, são muito lentos. Se não sairmos daqui a tempo, eles vão notar que não tem ninguém lá e vão vir atrás de nós de novo, e dessa vez não vai ter nada que os impede de chegar até nós, saímos pelos fundos como eu tinha dito. O sol da manha e a brisa quente que vem do horizonte pasam pelo meu rosto. Eu e Brenda corremos em direção ao prédio que Tom disse. Senti um nó no estomago. Comecei a suar, mas isso não tinha nada haver com a corrida, foi o mesmo que eu senti quando Brenan tinha virado um deles. Olhei pra trás, eles estavam vindo.
- Merda! – Disse. Brenda olhou pra mim, e depois olhou pra trás e correr mais rápido. Os outros estavam na nossa frente. Brenda e eu estávamos agora ao lado deles, eles estavam virando pra ir no prédio azul, mas eu disse – Não! Corram mais rápido! Não entrem ai! Vão para aquela casa – Eles olham pro final da avenida, tem uma casa branca, com janelas no segundo andar. Eles fazem que sim com a cabeça e correm mais rápido, continuo correndo, mas desacelero o ritmo.
- O que você está fazendo?
- Vai logo! Eles tão chegando! – Não eram os 700 que estavam no prédio. Eram 30 que tinham voltado. Mas estaríamos perdidos se eles não corresem logo. Brenda olha pra trás de novo, talvez pensando em ficar comigo, mas eu mando ela sair daqui e ela me olha, mas depois faz isso. Me viro de frente pra eles e pego minha arma, ela está com silenciador na ponta. Continuo correndo e atiro neles. Mais começam a chegar, eu atiro, eles estão voltando, continuo atirando, tem muitos ali, não vou desistir, “click” minhas balas acabam. “droga” penso “e agora ?' Dou as costas a multidão de zumbis atrás de mim, e começa correr com mais velocidade, mas então eu lembro. “Porque não pensei nisso antes?” corro com ainda mais vontade, tiro a bomba do Tom, do bolso da minha calça, dou corda, tiro a chave viro de frente aos zumbis e jogo a bomba, BUM, a bomba explode. Matando os 400 zumbis que estavam atrás de mim. O barulho da bomba vai atrair a atenção dos outros. Mas eu já estarei dentro da casa quando isso acontecer. Vou até a casa. Abro a porta, depois me viro e estão todos com armas apontadas pra mim – Calma. Sou só eu. – Eles a baixam as armas.
- O que você tem na cabeça?! Droga! Pensei que você tivesse morrido – Brenda me abraça. Depois me solta me empurra, segura meus ombros e me sacode – Nunca mais faça isso de novo! – Me abraça de novo. Abraço ela também. Depois quando a solto olho em seus olhos e sinto uma vontade repentina de agarra-la e dar-lhe um beijo. Mas alguma coisa me impede. Talvez o bom senso de pensar que ela talvez não queira. Mas agora eu sei o que eu sinto... Eu to apaixonado.
- Muito bem... – Diz ela depois de um longo silencio, meio constrangedor, onde todos olhavam pra gente, e James deu uma risadinha – É melhor todos vocês irem tomar um banho... Só acho – Ela ri quando Logan olha indignado pra ela – Vocês não estão.. hmm... Com cheiro de rosas se quer saber.
- É lógico que não! – Diz James igualmente indignado – Somos homens! Não cheramos a rosas!
- Mas também não precisam cheirar e trasgos! Vão logo – Eles parecem ainda mais indignados. Mas mesmo assim, sobem. E cada um entra em dois banheiros diferentes. Os irmãos Myer sobem também, e entram no quarto que eles provavelmente vão dividir, porque minutos depois ouço gritos de: “Eu durmo na beliche de cima!” “Ah não Marcos! Eu vou dormir ali” “Não Daniel você fica na outra cama!”.
Tom da uma volta na casa, olhando cada canto, acho que os antigos donos saírem correndo, porque a casa de deveria ser tão bonita está um caos. Muitos móveis quebrados, e coisas reviradas. Mas Brenda senta no sofá, de costas pra janela que está com a cortina fechada e começa a olhar a mochila, com uma cara de quem vai dar uma má noticia. Mas não tive tempo de perguntar o que era, porque uma visão invadiu minha cabeça. Estava passando tudo muito rápido, não consegui entender muita coisa, minhas pernas começaram a tremer e eu cai no chão. Brenda foi até mim e me levou até o sofá:
- O que foi? – Não respondi, de imediato.
- Eu... Eu lembro... De... Tudo. – Ela sorri pra mim. Mas depois seus sorriso se desfaz ao olhar pra mochila.
- O que foi?
- Não vamos ficar aqui pra sempre. Não temos armas o suficiente. Não temos balas o suficiente. Elas estão acabando muito rápido.
- As minhas acabaram – Me sente direito e coloco a mão na testa. Que ainda arde um pouco.
- Você ta bem Justin? Lembro de tudo mesmo?
- Sim... Eu lembro de tudo... Lembro de como e quando cheguei na Vírus e Vários... E eles me amarraram numa mesa de ferro e depois me engetaram o A Cura e depois disso... Eu apaguei. – Minha cabeça ardeu ainda mais, passei a mão nela pra tirar o suor.
- Você ta bem mesmo?
- Sim... Em fim, a gente precisa arrumar um jeito de conseguir armas novas.
- E comida – Logan desceu, e passava uma toalha pelo cabelo molhado. Os outros estavam na sala também. E aparentemente ouviram tudo.
- É... E comida...
- O principal é comida – Disse James.
- Não da pra sair e pegar comida, sem armas pra nos proteger – Ponderou Paul Myer.
- Ele tem razão. – Disse Caterine Myer.
- Sim ele tem – Brenda pensou e depois disse – Temos que pegar armas... Mas onde?
- E como vamos pegar armas, com essas poucas que temos... São poucos de nós, pra muitos deles... – Disse Daniel Myer.
Ele tem razão. Como vamos sair e pegar armas e comida com todos aqueles zumbis, por aqui. Não iríamos conseguir. Ou iríamos?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Capitulo 3 – Eles vão embora.


Me levanto de um salto, e derrubo o mini sofá em que eu me deitava, fazendo assim ele virar uma espécie de escudo. Com o estrondo que o móvel faz no chão, todos os outros acordam. Meio atordoado pelo modo como foi acordado Logan, levanta e ascende a luz:
- L.A NÃO! – Ele me olha meio assustado, e toma um susto ainda maior.
- MAS O QUE...
- Brenan! – Todos olham boquiabertos para transformação dele. Seus cabelos pretos agora, tão sem vida que parecia acizentado como se alguém tivesse derrubado farinha em sua cabeça. Olhos inchados, e a parte branca deles agora vermelha. Tem uma veia latejante em sua cabeça; Apontaram armas para ele, mas ninguém parecia gosta da ideia de usa-la. De qualquer forma não havia jeito. Brenan se aproximava lentamente de Brenda, dentes rangendo. E quando ele chegou perto de mais de seu braço estendido, Brenda atirou. Brenan caiu. Lágrimas saiam dos olhos da garota, ela sentou ao lado do amigo agora zumbificado:
- Desculpa Brenan, -Ela fungou –Não queria que nada disso acontecesse. Desculpa – Depois disso ela se sentou no sofá. Com as mãos no rosto.
- Nada disso foi culpa sua.
- Se eu tivesse o impedido de tirar o braço pra fora do carro...
- Ele não te daria ouvidos e faria o que quisesse. – Passei o braço em volta do pescoço dela.
- Sabe eu ainda não entendo isso.
- Entende o que? – Logan pergunta se sentando, no sofá a nossa frente. E James ao seu lado.
- Como eles entraram no mercado?
- Pela porta – Disse eu olhando pra ela.
- Não somos idiotas o bastante para deixar, a porta de um esconderijo aberta...
- Então qual sua teoria? – James pergunta com um olhar de indagação.
- De duas uma. Ou alguém foi trouxa o bastante para esquecer a porta do mercado aberta, enquanto ia pegar alguma coisa. Ou... Tem um traidor entre nós...
- O que?!
- Pois é... Mas isso é só uma teoria – Passou-se um tempo em que James e Logan conversavam entre si, discutindo qual das teorias seria a certa. Mas Brenda permanecia olhando o nada, quieta. Pensando.
- O que foi? – James e Logan param de conversar e olham para nós.
- Só pensando.
- Em que?
- Você – Ela olha pra mim.
- Em mim?
- É... Ta diferente.
- Sim, ele está. Mas o que tem? – James me olha, como se estivesse me avaliando. Brenda hesita em responder. Depois ela se levanta, dá a volta no sofá, e fica na minha frente. Me olha, e depois aponta a arma pra mim.
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – Grita James. Eu fico em pé. Brenda destrava a arma. Eu aponto a arma dela pro teto, depois empurro ela e tiro a arma de suas mãos. Ela me olha com um sorriso, de triunfo. Depois eu vejo o quão estranha era a situação. Abro a parte de trás da arma e tiro as balas de dentro. Só por precaução.
- O que foi isso?
Ela não responde imediatamente. Mas depois fixa James nos olhos e diz:
- Justin, foi infectado com A Cura.
- O QUE?! – James e Logan exclamam juntos, se levantaram de um salto e pularam para trás, como se estivessem se protegendo.
- EU O QUE?!
- Explica. – James agora estava sentado atrás do sofá, só deixou a cabeça para fora, pra ver o que acontecia.
- Bom... Eles não estão procurando o antivírus do A Cura.
- Não?
- Não. Eles estão procurando um vírus para previne as pessoas de se transformarem num deles.
- Vão distribuir para alguém? – Pergunta Logan com esperança na voz, mas eu e ele sabemos que é totalmente em vão.
- Não. É pra eles. Corporação Vírus e Vários, está criando uma prevenção para A Cura. Mas só pra eles. Nós estamos sozinhos nisso aqui. – James e Logan ficaram com tanta raiva que seus rostos ficaram vermelhos como um tomate. – De qualquer modo. Eles também estavam tentando criando um aprimoramento do A Cura... É por isso que aquelas zumbis estavam lá, Justin. Eles ainda são cobaias.
- Meu Deus, se o A Cura normal já fez isso. Imagina um A Cura aprimorado? Vai ser o que? Zumbis super fortes? Ou Aliens? – Logan disse, e James riu. Mas Brenda não achou graça alguma.
- E o que isso tem haver comigo?
- Bom... Eles usaram A Cura aprimorado em você... E não foi só uma vez. Acho que gostaram dos resultados e colocaram todos os dias em você. O tempo que esteve lá. Num todo, você é mais forte que a gente. Você consegue ouvi-los, sentir sua presença... Ganhou alguns “poderes” digamos assim... – James e Logan saíram de trás do sofá e agora olhavam atentamente para mim. Me sentia meio estranho.
- E isso...
- Não é ruim. Vai ser bastante útil, na nossa sobrevivência.
- E – perguntou Logan – Pra que eles estavam aprimorando o A Cura?
- Para se redimir com o mundo talvez... Para curar os que estão zumbificados... Ou sei lá.
- Mundo? – Perguntei.
- Estados Unidos, inteira foi infectada... O vírus foi vendido para o exterior, uma pessoa infectada viaja, infecta outros... E... O mundo já não é mesmo.
- Porque eu não lembro de quase nada?
- Acho, que a dose foi alta demais pra você... Foi mexendo com seu consciente. As lembranças ainda estão ai. Você só tem que lembrar. – Lembro daquela casa verde, muito parecida com a minha que eu tive visto do lado de fora. Ouço um barulho do lado de baixo, que me tira dos meus pensamentos.
- O que é isso?
- Não sei. Mas seja o que for vai chamar a atenção deles –Brenda se adianta até o elevador e nós vamos atrás dela. Olho no meu relógio é 3:30 da madrugada. Dormi 15 minutos. Chegamos na recepção onde todas as pessoas que a Corporação Apocalipse, conseguiu proteger, estavam conversando, ou melhor gritando. – CALEM A BOCA! – Todos ficaram quietos e observando – o que vocês estão fazendo aqui? E gritando assim?
- Desculpa – Disse o homem de jaqueta de couro que James falou mais cedo – Mas acho que nossos gritos são o menor de seus problemas.
- Como é?
- Ouvimos tiros...
- Ah... Foi o nosso amigo. Ele foi mordido.
- VOCÊS TROUXERAM UM DELES PRA CÁ?! – Berrou o homem.
- Se o Sr. Puder abaixar o tom... – Comecei.
- NÃO VOU ME ACALMAR!
- Não disse pra se acalma, disse pra abaixar o tom. – Respondi irritado – Não estou nem ai se o Sr. Está ou não irritado. Só não quero que chame a atenção deles. Agora fale. O que o Sr. Quer?
- Não dá mais. To de saco cheio! Vou embora!
- O que?
- Vocês só são crianças. Como podem tomar conta de nós?
- Não se preocupava com isso quando salvamos você; - Disse Brenda com agressividade.
- Agora não importa mais. Vou embora pra...
- Pra onde? – Disse ela sentando-se na cadeira da recepção – Pra onde você vai? Não tem lugar seguro! Não acho que você vai conseguir se virar muito bem sozinho.
- Vou sim! Vocês só são adolescentes... O que sabem da vida? – Brenda pareceu tão indignada, quanto eu e os outros.
- Quer ir embora? Vai. A porta está ali. Não estamos cuidando o suficiente de vocês? Nenhum de vocês pareceu se importar com isso até agora. SEMPRE salvamos suas vidas, mesmo que isso significasse colocar nossa cabeça em risco. E nós nos queixamos disso? Nunca. Vocês acham que se dariam melhor sem a gente? Podem ir embora. Nada está impedindo vocês se sair, mas lembrem-se de uma coisa. Se vocês forem atacados e vierem aqui pedir abrigo. Não estaremos disponíveis. E se virarem um deles, não hesitarei de matar vocês. – O homem a olhou indignado, mas não disse uma única palavra, apenas se dirigiu a porta com suas malas – Ah – Ele parou e olhou para Brenda – Não atire perto deles. Chama atenção. Mas o que eu sei da vida não é? – Disse ironicamente, sorrindo com sarcasmo – Sou apenas uma adolescente -Ele olhou pra ela, mas depois saiu. E todos depois dele. Exceto quatro deles. Três garotos e uma menina. – E vocês? – Brenda se virou para eles que estavam sentados no chão.
- Não vamos deixar vocês. Quer dizer, estou muito bem aqui. Vocês são ótimos. Não vou sair daqui. – Disse um garoto, de cabeleira loira, olhos verdes claros, e pele clara também. Brenda sorrio pra ele.
- Qual seus nome e idades?
- Meu nome é Daniel Myer. Tenho 15 anos. Essa é minha irmã Caterine, 14 anos. – Ele mostrou uma garota de cabelos loiros igual a Daniel e olhos azuis – Meu irmão Marcos 16 anos – Um menino de olhos azuis também e igualmente cabeludo porem cabelos pretos – E esse é meu outro irmão Paul 17 anos; - Um menino de cabelos escuros e olhos verdes.
- Prazer. Bren...
- Sabemos...
- Ah – Ela sorriu pra ele – Esta bem. Acho melhor vocês irem dormir um pouco.
- O.K – Os irmãos Myer subiram. Imaginei esses garotos. Sozinhos. Sem pais. Com medo. Subimos também. Não consegui dormir nem Brenda. Acho que o corpo de Brenan no meio da sala não ajudava. Mas James e Logan se acomodaram em sofás e depois de 5 minutos ouvi seus roncos. Olhei no relógio de pulso que tirei da mochila, das minhas coisas e olhei a hora 4:00. Desviei meu olhar para Brenda, que estava na varanda vendo a noite passar. Fui até ela:
- Pensando?
- Sempre. É difícil viver num mundo assim... Mas com determinação...
-É... Veja você – Olho pra ela, e sorri. Ela faz o mesmo.
- Sabe Justin... – Mas o que ela ia falar depois eu nunca vou saber. Porque nossa atenção foi desviada por uma luz vermelha que se expandia no céu – Que isso?
- AHHHHHHHHHH! – Logan acorda assustado – QUE MERDA É...
- PELO AMOR DE DEUS! – Grita James – SERÁ POSSIVEL! ACHO QUE NÃO VOU TER UMA ÚNICA NOITE DE SONO DECENTE NESSE TEMPO QUE RESTA DESSA MINHA VIDA MISERAVEL!
- Um sinalizador?! – Digo incrédulo. Segundos depois um outro sinalizador verde desta vez, brota mas próximo no céu.
- Quem seria idiota o bastante pra fazer isso? Ele vai atrair todo os... – Brenda não termina o que ia falar. Um homem aparece na rua correndo loucamente, dos dois lados da rua vem mais zumbis do que eu posso contar. Mas posso sentir. – Quantos são? – Brenda pergunta.
- Pelo menos 700 deles chegando.
-meu Deus! Ele vai ferra com a gente! – Diz Logan, olhando pra rua.
-  Droga... O que vamos fazer?
- Não sei – Disse James, se aproximando para ver também – Você que manda.
- Ah ótimo... Droga– Brenda vai se afastando pra porta.
- Onde você vai?
- Trazer aquele idiota pra dentro.
- O QUE?!
- Olha temos duas opções: Ou ficamos com todos os zumbis aqui e esse idiota morre. Ou trazemos o idiota pra dentro e temos os zumbis aqui. Vamos ter eles de qualquer forma. Então prefiro sendo salvando uma vida. Mesmo que seja estúpida!
É verdade. Vamos atrás dela. Quando chegamos na recepção de novo, os irmãos Myer estão lá novamente. Brenda abre a porta, e a voz do homem entra no prédio:
- SOCORRO! – Grita ele pro vento;
- Para de gritar, e entra logo aqui – Ele olha pra gente, e entra.
- Obri...
- O que você pensa que esta fazendo?
- Não sei. Eu vim de Los Angeles... Pensei que estaria melhor aqui. Mas vejo que está pior. Só queria que alguém me ajudasse. Não sei o que eu estava fazendo...
- Bom eu te digo o que você estava fazendo, está trazendo todos os zumbis pra cá. Droga. O que a gente faz agora?
- Melhor a gente ir pro telhado – Digo.
- Pro telhado?
- É... De lá da pra ver tudo. Da pra ver a situação em que estamos. E se ficarmos aqui em baixo vai ser pior. Viraremos um deles com rapidez.
Brenda pensa por um instante, e depois:
- Ta, vamos! Vamos! – Subimos nosso andar e pegamos todas as roupas, comiga ou água que achamos. Depois subimos as escadas para o telhado, com os outros as nossas costas. Olhamos ao redor.
- Ah – Começa Paul Myer.
- Meu – Continua Marcos.
- Deus – Termina Caterine.
- Estamos cercados – Digo olhando a rua a baixo, cheia de zumbis.